quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A UM AUSENTE

A UM AUSENTE

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
... Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.




  Carlos Drummond de Andrade
 

Entusiasmo

Entusiasmo

“Há pessoas que começam o dia com um ‘ter que’: ‘Eu tenho que ir ao trabalho, eu tenho que...’ – enquanto há outras que acordam e começam o dia com um pensamento de ‘eu quero fazer isso’, que pode ser revestido por uma palavra: SIM! Quando a vida diária começa com SIM, mesmo aqueles com os quais podemos preferir não nos conectar serão alvo de uma atitude entusiástica e energizante. Haverá alguma possibilidade de crescimento na interação. Então, será que agora você começará seu dia com uma atitude relutante de ‘ter que’ ou com uma atitude entusiástica de ‘querer’? Esta é a primeira e, provavelmente, mais significativa escolha de todo o nosso dia.” 


 Mike George

Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada,

Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória,sem seqüelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.

Martha Medeiros