Saudade ordinária
Saudade ou saudade
Tu tem saudades de quem?
De quem é a tua s...audade, de mim?
Ou se um dia, eu for a ti saudade, serei?
Não saberei, ela é em mim...
feita um rio sem fim, imenso profundo...
Mudo, de sonhos vadios, sonhadores!
Este sonhar perfeito, no imperfeito,
da razão, o motivo da loucura
Da demência, tão boa e delicada!
No disfarce que eu completei tua vida
Ou completava, não sei, ou parte!
Ou quando eu fiz parte, da tua vida, não sei?
Mas algum dia talvez, só talvez...
Navega como barco, em alguma lembrança!
Que pode ter ficado em ti perdida
Talvez do lado cortesão safado no
Brilho faceiro atrevido, tão sem-vergonha,
Abusado, pecador e desaforado,
Do meu olhar, tão ordinário, amoroso...
E procura a minha borda em ti esquecida
Que bordada, eu deixei, em letras...
No prejuízo que tu foi, quando
eu te devorava, e saboreava, e te adorava
Sem eu nunca te tocar...
Sandra Mello -flor
Saudade ou saudade
Tu tem saudades de quem?
De quem é a tua s...audade, de mim?
Ou se um dia, eu for a ti saudade, serei?
Não saberei, ela é em mim...
feita um rio sem fim, imenso profundo...
Mudo, de sonhos vadios, sonhadores!
Este sonhar perfeito, no imperfeito,
da razão, o motivo da loucura
Da demência, tão boa e delicada!
No disfarce que eu completei tua vida
Ou completava, não sei, ou parte!
Ou quando eu fiz parte, da tua vida, não sei?
Mas algum dia talvez, só talvez...
Navega como barco, em alguma lembrança!
Que pode ter ficado em ti perdida
Talvez do lado cortesão safado no
Brilho faceiro atrevido, tão sem-vergonha,
Abusado, pecador e desaforado,
Do meu olhar, tão ordinário, amoroso...
E procura a minha borda em ti esquecida
Que bordada, eu deixei, em letras...
No prejuízo que tu foi, quando
eu te devorava, e saboreava, e te adorava
Sem eu nunca te tocar...
Sandra Mello -flor

