quinta-feira, 10 de maio de 2012

Alfabeto emocional

“Cada pensamento gera uma emoção e cada emoção mobiliza um circuito hormonal que terá impacto nos trilhões de células que formam um organismo – explica:


As condutas “S”:
serenidade, silêncio, sabedoria, sabor, sexo, sono, sorriso,
promovem secreção de Serotonina,


…enquanto que as condutas “R”:
ressentimento, raiva, rancor, repressão, resistências,
facilitam a secreção de Cortisol,
um hormônio coRRosivo para as células,
que acelera o envelhecimento.
As condutas “S” geram atitudes “A”:
ânimo, amor, apreço, amizade, aproximação.
As condutas “R” pelo contrário geram atitudes “D”:
depressão, desânimo, desespero, desolação.
Aprendendo este alfabeto emocional, lograremos viver mais tempo e melhor, porque o “sangue ruim” (muito cortisol e pouca serotonina) deteriora a saúde, oportuniza as doenças e acelera o envelhecimento.
O bom humor, pelo contrário, é a chave para a longevidade saudável.”
Tenha uma excelente vida!
Plena de Serotonina!!!



Gosto quando a minha memória brinca de preparar boas surpresas e traz à tona lembranças que parecem surgir do nada. Aquelas que aparecem, de repente, sem ter nenhuma vinculação perceptível com algum fato ou experimento dos sentidos. É provável que a mente tenha lá as suas motivações para trazê-las ao nosso encontro, mas não deixa pistas para que possamos compreendê-las. Essa é uma das minhas partes prediletas da brincadeira: de vez em quando, não conseguir entender nem tentar é um descanso. Um convite para somente sentirmos, nós que costumamos agir como se fôssemos impelidos a entender tudo o tempo todo. É um alívio quando descobrimos a liberdade que há em apenas dizer “não sei”
Eu sei que a memória também nos apronta surpresas desconfortáveis. Que, de vez em quando, ela nos põe em contato com lembranças que por nada nesse mundo queremos rememorar e que não existe nenhum botão que possa ser apertado para evitarmos esse encontro. Mas os benefícios que propicia superam os eventuais desconfortos. Recorro a ela várias vezes para me nutrir, mas não fico por lá além do necessário. No retorno, costumo voltar mais confiante. Ela me lembra de que tudo passa, mas que algumas dádivas conseguem transpor as aparentes cercas do tempo. Dádivas, por exemplo, como o amor compartilhado.

Ana Jácomo
É preciso estar distraído e não esperando absolutamente nada. Não há nada a ser esperado. Nem desesperado.

-Caio F. Abreu-

Diz um Conto Chinês que um jovem foi visitar um sábio conselheiro e disse-lhe sobre as dúvidas que tinha a respeito de seus sentimentos por sua jovem e bela esposa.

O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhe apenas uma coisa:

- Ame-a.

E logo se calou.

Disse o rapaz:

- Mas, ainda tenho dúvidas...

- Ame-a, disse-lhe novamente o sábio.

E, diante do desconcerto do jovem, depois de um breve silêncio, disse-lhe o seguinte:

- Meu filho, amar é uma decisão, não um sentimento. 
Amar é dedicação. Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor. 

O amor é um exercício de jardinagem. 
Arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide. 

Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excessos de chuvas mas nem por isso abandone o seu jardim.

Ame, ou seja, aceite, valorize, respeite, dê afeto, ternura, admire e compreenda.

Simplesmente:

Ame!!!

Aprendi a não tentar convencer ninguém. O trabalho de convencer é uma falta de respeito, é uma tentativa de colonização do outro.
Não é questão de esquecer uma história, mas sim de guardá-la em uma estante de livros que já li. Preciso de livros novos, já as novas histórias são consequências dos livros que escolho. Não é porque abri um livro que sou obrigado a lê-lo até o fim. Existem vários tipos de livros, complicados, carentes, engraçados, mas todos gostosos de ler. Quero ler todos que eu puder, para um dia ter certeza qual livro quero levar na minha mochila. Livros são assim, ou gostamos ou não, mas sempre tem aquele que fica na cabeceira da nossa cama.
Amar alguém é viver o exercício de não querer fazer do outro o que a gente gostaria que ele fosse.
A experiência de amar e ser amado é acima de tudo a experiência do respeito.
Pe. Fábio de Melo

Vivemos num sistema de mentiras organizadas, entrelaçadas umas nas outras.


 
                                      AS MÃOS DE MINHA MÃE
 
Um jovem de nível acadêmico excelente, candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa.

Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última entrevista e tomou a última decisão.

O diretor descobriu através do currículo que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.

O diretor perguntou, "Tiveste alguma bolsa na escola?" o jovem respondeu, "nenhuma".

O diretor perguntou, "Foi o teu pai que pagou as tuas mensalidades ?" o jovem respondeu, "O meu pai faleceu quando tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades."

O diretor perguntou, "Onde trabalha a tua mãe?" e o jovem respondeu, "A minha mãe lava roupa."

O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas.

O diretor perguntou, "Alguma vez ajudaste a tua mãe a lavar as roupas?", o jovem respondeu, "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu."

O diretor disse, "Eu tenho um pedido.  Hoje, quando voltares, vais e limpas as mãos da tua mãe, e depois vens ver-me amanhã de manhã."

O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou a casa, pediu feliz à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho.

O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas, e havia demasiadas contusões nas suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpava com água.

Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro.
Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe.

Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo.

Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor.
O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou, "Diz-me, o que fizeste e aprendeste ontem em tua casa?"

O jovem respondeu, "Eu limpei as mãos da minha mãe, e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram."

O diretor pediu, "Por favor diz-me o que sentiste."

O jovem disse "Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar."

O diretor disse, "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas, e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Estás contratado."

Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipe. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.

Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis, vai desenvolver- se mentalmente e vai sempre colocar-se em primeiro. Vai ignorar os esforços dos seus pais, e quando começar a trabalhar, vai assumir que toda a gente o deve ouvir e quando se tornar gerente, nunca vai saber o sofrimento dos seus empregados e vai sempre culpar os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um bocado, mas eventualmente não vão sentir a sensação de objetivo atingido. Vão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais. Se somos esse tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho?

Pode deixar o seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande plasma. Mas quando cortar a grama, por favor deixe-o experienciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs.Deixe-o guardar seus brinquedos e arrumar sua própria cama. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer amar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, um dia ele vai envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade  de trabalhar com os outros para fazer as coisas.
 
 
Quais são as pessoas que ficaram com mãos enrugadas por mim?
 
O valor de nossos pais...
Um dos mais bonitos textos sobre educação familiar que já li...leitura obrigatória para pais e, principalmente, para os filhos.
 
A ALMA DOS DIFERENTES


Ah, o diferente, esse ser especial!
Diferente não é quem pretenda ser.
Esse é um imitador do que ainda não foi imitado,
nunca um ser diferente.
Diferente é quem foi dotado
de alguns mais e de alguns menos em hora,
momento e lugar errados para os outros.
Que riem de inveja de não serem assim.
E de medo de não aguentar,
caso um dia venham a ser.
O diferente é um ser sempre
mais próximo da perfeição.O diferente nunca é um chato.
Mas é sempre confundido
por pessoas menos sensíveis e avisadas.
Supondo encontrar um chato
onde está um diferente,
talentos são rechaçados;
vitórias, adiadas;
esperanças, mortas.Um diferente medroso, este sim,
acaba transformando-se num chato.
Chato é um diferente que não vingou.
Os diferentes muito inteligentes
percebem porque os outros
não os entendem.
Os diferentes raivosos
acabam tendo razão sozinhos,
contra o mundo inteiro.
Diferente que se preza entende
o porquê de quem o agride.
Se o diferente se mediocrizar,
mergulhará no complexo de inferioridade.
O diferente paga sempre o preço de estar
- mesmo sem querer –
alterando algo, ameaçando rebanhos,
carneiros e pastores.
O diferente suporta e digere a ira do irremediavelmente igual,
a inveja do comum, o ódio do mediano.
O verdadeiro diferente
sabe que nunca tem razão,
mas que está sempre certo.
O diferente começa a sofrer cedo,
já no primário, onde os demais, de mãos dadas,
e até mesmo alguns adultos,
por omissão, se unem para transformar
o que é peculiaridade e potencial
em aleijão e caricatura.
O que é percepção aguçada em:
“Puxa, fulano, como você é complicado”.
O que é o embrião de um estilo próprio em:
“Você não está vendo como todo mundo faz?”
O diferente carrega desde cedo apelidos
e marcações os quais acaba incorporando.
Só os diferentes mais fortes do que o mundo
se transformaram (e se transformam)
nos seus grandes modificadores.
Diferente é o que vê mais longe do que o consenso.
O que se nte antes mesmo dos demais
começarem a perceber.
Diferente é o que se emociona
enquanto todos em torno,
agridem e gargalham.
É o que engorda mais um pouco;
chora onde outros xingam;
estuda onde outros burram.
Quer onde outros cansam.
Espera de onde já não vem.
Sonha entre realistas.
Concretiza entre sonhadores.
Fala de leite em reunião de bêbados.
Cria onde o hábito rotiniza.
Sofre onde os outros ganham.
Diferente é o que fica doendo
onde a alegria impera.
Aceita empregos que ninguém supõe.
Perde horas em coisas que
só ele sabe importantes.
Engorda onde não deve.
Diz sempre na hora de calar.
Cala nas horas erradas.
Não desiste de lutar pela harmonia.
Fala de amor no meio da guerra.
Deixa o adversário fazer o gol,
porque gosta mais de jogar do que de ganhar.
Ele aprendeu a superar riso,
deboche, escárnio,
e consciência dolorosa de
que a média é má porque é igual.
Os diferentes aí estão:
enfermos, paralíticos, machucados, engordados,
magros demais, inteligentes em excesso,
bons demais para aquele cargo,
excepcionais, narigudos, barrigudos,
joelhudos, de pé grande, de roupas erradas,
cheios de espinhas, de mumunha,
de malícia ou de baba.
Aí estão, doendo e doendo,
mas procurando ser,
conseguindo ser,
sendo muito mais.
A alma dos diferentes é feita de uma luz além.
Sua estrela tem moradas deslumbrantes
que eles guardam para os pouco capazes
de os sentir e entender.
Nessas morada s estão
tesouros da ternura humana.
De que só os diferentes são capazes.
Não mexa com o amor de um diferente.
A menos que você seja suficientemente forte
para suportá-lo depois.
Artur da Távola