sexta-feira, 10 de abril de 2009

Comemoraremos em breves dias, a Páscoa. bom que nos lembremos do seu significado, em nossas vidas e credo.

Estimados Colegas,
Comemoraremos em breves dias, a Páscoa. É bom que nos lembremos do seu significado, em nossas vidas e credo.
A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade. A palavra “Páscoa”, do hebreu “peschad”, em grego “paskha” e em latim “pache” – significa “passagem”, uma transição anunciada pelo equinócio de primavera.
Para entender o significado da Páscoa cristã é necessário reverter para a Idade Média e lembrar-nos dos antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam “Ostera”, ou “Esther”, em inglês “Easter”, que quer dizer Páscoa. “Ostera” (ou “Ostara”) era a deusa da primavera, a qual era representada como segurando um ovo e observando um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que traz consigo são símbolos da chegada de uma nova vida. “Ostera” equivale, na mitologia grega, a “Persephone”, a qual na mitologia romana é “Ceres”.
Entre estes antigos povos pagãos comemorava-se a chegada da primavera pintando e decorando ovos. O próprio costume de colori-los para dar de presente na páscoa surgiu na Inglaterra, no século X, durante o reinado de Eduardo I (900-924), o qual tinha o hábito de banhar ovos em ouro e ofertá-los para os seus amigos e aliados.
Pintar ovos à mão também é uma tradição que acompanha os ucranianos durante quase toda a sua história. Para eles, receber ovos pintados é augúrio de boa sorte, fertilidade, amor e fortuna. Geralmente estes ovos são de galinha, ganso ou codorna, e requerem um trabalho artesanal minucioso. Há uma lenda que conta que Simeão, o cireneu que ajudou Cristo a carregar a cruz até o Calvário, era vendedor de ovos, e que depois da crucificação ele percebeu, como por milagre, que os ovos encontravam-se coloridos.
Em hebraico, ”pessach”, chamada “páscoa judaica”, originou-se quando os hebreus, há cerca de 3 mil anos, celebraram o êxodo e a libertação do seu povo após 400 anos de cativeiro no Egito, pela mão de Moisés. Comemora-se desta forma a passagem da escravidão para a libertação: saíram do solo egípcio, ficaram 40 anos no deserto, até chegar à região da Palestina, terra prometida, atualmente chamada de Israel. Na comemoração desta data come-se o “cordeiro pascal”, pão sem fermento (o “matzá”), com ervas amargas e muito vinho.
A festa da Páscoa passou a ser uma festa cristã após a última ceia de Jesus com os apóstolos, na quinta-feira santa. Os fiéis cristãos celebram a ressurreição de Cristo e sua elevação ao céu. As imagens deste momento são a morte de Jesus na cruz e a sua aparição. A data cristã foi fixada durante o Concílio de Nicéa, em 325 d.C., como sendo “o primeiro Domingo após a primeira Lua cheia que ocorre após ou no equinócio da aurora boreal, adotado como sendo 21 de março.”
A simbologia do ovo de páscoa – o ovo é um desses símbolos que praticamente se explica por si mesmo. Ele contém o germe, o fruto da vida, que representa o nascimento, o renascimento, a renovação e a criação cíclicas. De um modo simples podemos dizer que é um símbolo da vida. Os celtas, egípcios, fenícios, chineses e muitas outras civilizações acreditavam que o mundo havia nascido de um ovo.
Na tradição cristã, o ovo aparece como uma renovação periódica da natureza. Em muitos países europeus, ainda hoje, há a crença de que comer ovos no Domingo de Páscoa traz saúde e sorte durante todo o resto do ano. O coelho, símbolo da fertilidade no antigo Egito, esconde seus ovos coloridos em ninhos, a fim de que as crianças possam procura-los como presentes de Páscoa. Tem sido tradicional fabricarem-se os ovos de chocolate, para alegria de todos – fabricantes e consumidores.
FELIZ PÁSCOA
Em inglês: HAPPY EASTER
Na França: JOYEUSES PÂQUES
Na Grécia KALO PASKA
Na China FOUAIHWOGIE QUAILE
Em árabe: EID-FOSS’HMUBARAK
Na Croácia: SRETUNUSKRS
Na República Checa: VESELE VANOCE
Na Alemanha SCHÖNE OSTERN
Na Itália: BUONA PASQUA
No Laos: SOUK SAN VAN EASTER

SENTENÇA QUE CONDENOU JESUS

“ No ano dezenove de Tibério César, imperador romano de todo o mundo, Monarca invencível na Olimpíada cento e vinte e um, e na Ilíada vinte e quatro, da criação do mundo, segundo o número e cômputo dos Hebreus, quatro vezes cento e oitenta e sete, do progênio do Romano Império, no ano setenta e três, e na libertação do cativeiro da Babilônia, no ano mil duzentos e sete, sendo governador da Judéia Quinto Sérgio, sob regimento o governador da Cidade de Jerusalém, Presidente Gratíssimo, Pôncio Pilatos, regente da Baixa Galiléia, Herodes Antipas, pontífice do sumo sacerdote, Caifás; magnos do templo, Alis Almael Robas Acasel, Franchino Centauro, cônsules romanos da Cidade de Jerusalém, Quinto Cornélio Sublime e Sixto Russo, no mês de março e dia XXV do presente – Eu, Pôncio Pilatos, aqui Presidente do Império Romano, dentro do Palácio e arqui-residência, julgo, condeno e sentencio à morte Jesus, chamado pela plebe Cristo Nazareno e Galileu de nação, homem sedicioso contra a Lei Mosaica, contrário ao grande Imperador Tibério César. Determino e ordeno por esta que se lhe dê morte na cruz, sendo pregado com cravos todos os réus, porque congregando e ajustando homens, ricos e pobres, não tem cessado de promover tumultos por toda a Judéia, dizendo-se filho de Deus e Rei de Israel, ameaçando com a ruína de Jerusalém e do Sacro Templo, negando o tributo a César, tendo ainda o atrevimento de entrar com ramos e em triunfo, com grande parte da plebe, dentro da Cidade de Jerusalém. Que seja ligado e açoitado, e que seja vestido de púrpura e coroado de alguns espinhos, com a própria cruz nos ombros para que sirva a todos os malfeitores, e que, juntamente com ele, sejam conduzidos dois ladrões homicidas; saindo logo pela porta sagrada, hoje Antoniana, e que conduza Jesus ao monte público da Justiça, chamado calvário, onde, crucificado e morto, ficará seu corpo na cruz, como espetáculo para todos os malfeitores, e que se ponha, em diversas línguas, este título – Jesus Nazarenus, Rex Iudeorum. Mando, também, que nenhuma pessoa de qualquer estado ou condição se atreva, temerariamente, a impedir a Justiça por mim mandada, administrada e executada com todo o rigor, segundo os Decretos e leis Romanas, sob as penas de rebelião contra o Imperador Romano. Testemunhas de nossa sentença: pelas doze tribos de Israel: Rabaim Daniel, Rabaim Joaquim Banicar, Babasu, Laré Petuculani. Pelos Fariseus: Bulieniel, Simeão, Ranol, Babbine, Mandoani, Bancurfosse. Pelos Hebreus: Matumberto. Pelo Império Romano e pelo Presidente de Roma: Lúcio Sextilo e Amácio Chilicio.”
(O texto original desta sentença encontra-se arquivada no Museu da Espanha)
Assim, na tarde de Sexta-feira, Jesus morre extenuado pelas sevícias e sufocado pelo peso do próprio corpo. Páginas belíssimas e telas maravilhosas procuram transmitir e levar à reflexão o que foi esta condenação e execução. O seu corpo foi depositado em um sepulcro, por José de Arimatéia, e dois dias depois desaparece para, no dia seguinte e nos próximos 40 dias, aparecer vivo aos discípulos, na Judéia e na Galiléia.
Esta é a nossa Páscoa cristã, comemorada nestes dias de 2004: a nova e definitiva passagem da opressão à liberdade, da morte à vida. A ressurreição de Jesus é algo miraculoso porque é um convite à nossa própria ressurreição, ainda nesta vida, como nos ensina Frei Betto, com sua pena magistral:
“Livrar-nos de todos os sinais de morte – injustiça, conformismo, desalento, desesperança – e abraçar a justiça, o sonho, a utopia, a esperança – sem os quais o amor não passa de um sentimento inócuo.”
Que possamos todos nós ter uma Páscoa plena e gratificante, com Paz e Amor.
Abraços a Todos.

João da Matta e Silva