terça-feira, 14 de abril de 2009

POEMA DEPRESSÃO

POEMA DEPRESSÃO







Em gratidão aos meus caros amigos, colegas de dor, em mais uma hora difícil. Ainda tristeza, ainda melancolia; nesta idade, tanta dificuldade... Vale a pena viver, se não viver em abundância? Quando estou perto de vocês, sinto a vida; longe, perco o seu sentido; sou uma folha seca, rodada ao léo, sem direção, carregada pelo vento. Lembro este poema, em momento duro de depressão, há tempos atrás, até hoje marcantes; espero não lá voltar. Mas tenho medo de cair. Digo ao fim, que venci... será? Por amor a mim mesmo, sim; mas de braços dados com vocês, numa união sempre apta para amar.



Para sempre.



Depressão,

Quem sabe o que é?

É viver sem razões

Como uma árvore oca.



Depressão,

Você sabe o que é?

È viver sem motivações

É querer esconder-se em sua toca.



Depressão,

Quem sabe o que é?

É morrer para o mundo

È viver fechado em si mesmo



Depressão,

O que você é?

É inferno do submundo

É o demônio que mora em minha mente.



Depressão,

O que você é?

É o espectro da morte

que me aniquila





Depressão,

Como combater você?

Uso todos os remédios de última geração

E meu coração se angustia, pois pouco tive a ganhar



Depressão,

Como vencer você?

Às religiões recorri

Espero um milagre.



Depressão

Eu vou te vencer

Sem remédios, sem religiões

Quando eu em minha própria mente penetrar



Depressão

Será uma batalha

Se perder, viverei como espectro de um fantasma;

Se vencer, cantarei hinos¸ sorrisos darei.



Depressão

Sim, foi uma batalha;

Por amor a mim mesmo venci

Por amor a mim mesmo, revivi

Cantei hinos¸ sorrisos eu dei.

Para sempre. Venci!



FIRMINO



TONINHO FIRMINO Em testemunho, em Brasília, 11 de abril de 2008, readaptação de uma anterior