POEMA DEPRESSÃO
Em gratidão aos meus caros amigos, colegas de dor, em mais uma hora difícil. Ainda tristeza, ainda melancolia; nesta idade, tanta dificuldade... Vale a pena viver, se não viver em abundância? Quando estou perto de vocês, sinto a vida; longe, perco o seu sentido; sou uma folha seca, rodada ao léo, sem direção, carregada pelo vento. Lembro este poema, em momento duro de depressão, há tempos atrás, até hoje marcantes; espero não lá voltar. Mas tenho medo de cair. Digo ao fim, que venci... será? Por amor a mim mesmo, sim; mas de braços dados com vocês, numa união sempre apta para amar.
Para sempre.
Depressão,
Quem sabe o que é?
É viver sem razões
Como uma árvore oca.
Depressão,
Você sabe o que é?
È viver sem motivações
É querer esconder-se em sua toca.
Depressão,
Quem sabe o que é?
É morrer para o mundo
È viver fechado em si mesmo
Depressão,
O que você é?
É inferno do submundo
É o demônio que mora em minha mente.
Depressão,
O que você é?
É o espectro da morte
que me aniquila
Depressão,
Como combater você?
Uso todos os remédios de última geração
E meu coração se angustia, pois pouco tive a ganhar
Depressão,
Como vencer você?
Às religiões recorri
Espero um milagre.
Depressão
Eu vou te vencer
Sem remédios, sem religiões
Quando eu em minha própria mente penetrar
Depressão
Será uma batalha
Se perder, viverei como espectro de um fantasma;
Se vencer, cantarei hinos¸ sorrisos darei.
Depressão
Sim, foi uma batalha;
Por amor a mim mesmo venci
Por amor a mim mesmo, revivi
Cantei hinos¸ sorrisos eu dei.
Para sempre. Venci!
FIRMINO
TONINHO FIRMINO Em testemunho, em Brasília, 11 de abril de 2008, readaptação de uma anterior

