quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O ORIGINAL E A CÓPIA

O ORIGINAL E A CÓPIA





Este conto abaixo me faz refletir sobre dois ensinamentos do humanista e pensador Pecotche: ”Todo conceito que não se amplia torna-se um preconceito. A tradição é o cemitério das ideias."












O ORIGINAL E A CÓPIA

Um jovem noviço chegou ao mosteiro e deram-lhe a tarefa de ajudar os outros monges a transcrever os antigos cânones e regras da Igreja. Ele ficou surpreendido ao ver que os monges faziam o seu trabalho a partir de cópias e não dos manuscritos originais.

Foi falar com o abade e explicou que, se alguém cometesse um erro na primeira cópia, esse erro propagar-se-ia em todas as cópias posteriores. O abade respondeu-lhe que há séculos copiavam da cópia anterior, mas que achava bem relevante a observação do noviço.





Na manhã seguinte, o abade desceu até as profundezas da caverna na cave do mosteiro, onde eram conservados os manuscritos e pergaminhos originais, que não eram manuseados há muitos séculos.



Passou-se a manhã, a tarde e depois a noite, sem que o abade desse sinais de vida. Preocupado, o jovem noviço decidiu descer e ver o que tinha acontecido. Encontrou o abade completamente descontrolado, com as vestes rasgadas, a bater com a cabeça ensanguentada nos veneráveis muros do mosteiro.



Espantado, o jovem monge perguntou: Abade, o que aconteceu?



- Aaaaaaaahhhhhhhhhh!!! CARIDADE... CARIDADE!!!



Eram votos de "CARIDADE" que tínhamos de fazer. E não de "CASTIDADE"!!!







Recebi sem identificação da AUTORIA.











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"As pessoas podem não lembrar exatamente o que você fez ou disse, mas elas sempre se lembrarão como você as fez sentir."/Lin Chen Chang