segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Pensar é um grande exercício mental, que pode contribuir para muitos progressos.

Pensar é um grande exercício mental, que pode contribuir para muitos progressos.

Mas como tudo na vida é relativo, pensar pode ajudar a prejudicar, também.

Conversa de louco, eu sei, mas é assim que vivem certos profissionais.

Afirmam e depois negam.

Podemos incluir os psicólogos e psiquiatras.

Esses profissionais ajudaram muitas pessoas a superar decepções e outros tipos de problemas.

Com o passar do tempo, quiseram ter uma participação mais ativa na vida alheia e passaram fazer laboratório com a cabeça dos pacientes, passaram colocar insegurança onde havia certeza e maiores conflitos no que era relativamente simples.

Dessa forma, conseguiram clientes por toda a vida e não ajudaram a resolver nada.

Passaram a transmitir para seus clientes, de forma sutil, seus pensamentos, suas convicções. conceitos, preconceitos, etc.

Interferiram na personalidade alheia impondo, muitas vezes, qualidade duvidosa.

Quando fui, como aluno, para a aula inaugural no curso de Psicologia, todos foram reunidos no auditório e cada professor deu a sua mensagem.

Tendo em vista a minha diferença de idade em relação aos demais, para não despertar curiosidade, fiquei no fundo, próximo à parede.

Um dos professores, resolveu descer do palco quando discursava e sem disfarçar muito, foi para o meu canto, quebrou o protocolo e me fez uma pergunta:

- Por que razão vc decidiu estudar Psicologia?

Imediatamente respondi:

Isso é uma discriminação?

Ele riu e todos o acompanharam.

Feito o silêncio, a pergunta foi renovada e eu agi da mesma forma, porque queria que ele percebesse que não havia tido o menor cuidado em me preservar de eventual travamento, inibição, despreparo para enfrentar a situação.

Novos risos e a pergunta ficou no ar.

Já no fim do primeiro semestre, um professor afirmou que todos são invejosos.

Ouvi atentamente os argumentos que levaram trinta minutos da aula e depois, respeitosamente, expliquei que os argumentos não haviam me convencido, até porque, sendo eu uma pessoa comum e de origem muito carente, nunca havia tido a sensação da inveja e, assim como eu, certamente muita gente.

Potencialmente, somos tudo.

Isso foi suficiente para que ele se perdesse e perdesse a linha, provocando a revolta da classe.

Posto isto, vamos à frase da psicóloga do dia:


a função de julgar o destino das pessoas traz aos juízes uma sensação muito grande de poder.



Todos nós julgamos várias vezes por dia, mesmo os que não têm a função de julgar.



Julgar é formar uma convicção formada, mercê de certos elementos.



Cada um terá a sensação de poder, mercê da sua formação, educação e dos princípios.



Assim, concluo que a profissional não foi feliz na sua explanação.



Um juiz pode julgar várias pessoas, mas um político, adotando-se o raciocínio daquela profissional, tem uma sensação de poder milhões de vezes multiplicada, ao exercer a função executiva numa cidade ou estado.



Mesmo um legislador, ao ver aprovado seu projeto de lei, pode sentir que obrigará milhões de pessoas a se submeterem à vontade dele.



Em alguns caso pode ser verdade para alguns magistrados, como também em relação a certos políticos.



Nem por isso temos o direito de tomar isso como regra.



Seria oportuno que a psicóloga esclarecesse melhor, para que interpretações precipitadas e pouco esclarecidas não formassem uma imagem deturpada das coisas.



Se a profissional fosse um pouco mais fundo na questão, poderia concluir que a missão do magistrado ou do político, abraçada com responsabilidade, não serve para dar sensação de poder, mas sim para obrigar a cada um buscar , com muito critério, com muita técnica a melhor solução para cada caso, sob pena de carregar pelo resto da vida o peso da irresponsabilidade e leviandade postas no artigo.



Somente um irresponsável, ao julgar, daria espaço para que a sensação de poder pudesse, de alguma forma, lhe dominar.
Cleonio Aguiar
Com Você - em busca de um mundo mais justo