SER HUMANO
Redação do Momento Espírita
Há muito não via uma cena como aquela. Logo pela manhã, chegamos a
uma cidadezinha que faz parte da região metropolitana de grande capital
brasileira.
Paramos em frente ao local do nosso destino e ficamos
aguardando a pessoa com quem havíamos marcado compromisso, numa rua sem asfalto
e com pouco movimento de carros.
Era a hora em que as pessoas estavam indo para o trabalho, e
foi aí que me dei conta de algo que há muito não via. As pessoas que
transitavam, a pé, pela rua, nos dirigiam um fraterno "bom
dia".
Ao primeiro cumprimento não respondemos, tal a surpresa, pois
as grandes cidades nos tiram a sensibilidade de seres humanos.
Geralmente andamos pelas ruas abarrotadas de pessoas, mas umas
não olham para as outras, e quando o fazem é para tomar os devidos cuidados com
possíveis assaltantes.
E isso não acontece só nas ruas, onde o número de pedestres é
grande, não.
Quando entramos num elevador ficamos sem jeito, sem palavras,
e geralmente olhamos para o teto ou para o chão, com receio de olhar no rosto
daquelas pessoas que dividem conosco aquele pequeno espaço.
O que está acontecendo conosco?
Será que estamos perdendo a humanidade para nos tornar
autômatos?
Será que estamos perdendo a sensibilidade de olhar, sem medo,
nos olhos do nosso semelhante e saudá-lo?
Será que não temos mais a capacidade de desejar um sincero bom
dia a alguém?
O que está acontecendo conosco, afinal?
Ás vezes, quando andamos pelas ruas dos grandes centros,
notamos que as pessoas circulam apressadas, alheias a tudo, como naqueles filmes
de ficção, em que as pessoas foram substituídas por robôs.
Programados para tarefas específicas, esses robôs não têm a
sensibilidade dos seres humanos... Não têm coração, têm chips, computadores
eficientes, mas não têm calor humano. São frios.
A sensibilidade é atributo dos seres humanos. A fraternidade,
a solidariedade, o afeto, a ternura, são inerentes à criatura
humana.
Quando, naquela manhã, pessoas que nunca havíamos visto antes
nos olharam e nos desejaram um sonoro e convicto bom dia, nos sentimos
gente.
Ser gente! Eis do que sentimos falta.
Talvez isso pareça medíocre, para alguns, mas é bom se sentir
gente.
Receber de um desconhecido um olhar de afeto, um olhar de
encorajamento, faz bem para a alma.
É bom saber que as pessoas notam você e que você as nota, não
como supostos bandidos, mas como gente, apenas como gente.
Há tanta falta de atenção de uns para com os outros, nesses
tempos de correria em busca de dinheiro e coisas, que nos esquecemos de que
somos todos passageiros dessa grande embarcação chamada terra.
Esquecemos de que somos concidadãos dessa pátria-mãe chamada
Brasil.
Por isso tudo, é bom se sentir gente entre pessoas que, como
nós mesmos, lutam, sofrem, trabalham e choram...
Pessoas que amam, que sonham, que buscam um lugar ao sol, e
que desejam ser, simplesmente... Gente.
Pense nisso!
Saúde as pessoas que cruzam seu caminho: o vizinho, o jardineiro, o
ascensorista, serventes, pessoas no elevador.
E se o seu dia amanheceu nublado, se você não está com vontade
de saudar ninguém, olhe para as pessoas com fraternidade.
Faça-as sentirem-se gente. Gente como você.
É uma atitude simples, mas tão poderosa que pode levantar o
ânimo de alguém, evitar um suicídio, promover, de fato um bom dia para
alguém.
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.
* * *
UM DIA DE LUZ
É...Elio Mollo09 de setembro de
2008
Um dia luz é quando
olhando pela janela
vemos o
tempo
coberto de nuvens,
mas mesmo assim,
sentimos
o sol brilhar no
coração,
a nos convidar
para mais um dia de ação,
demonstrando boa
vontade
com grande cota de disposição.
Um dia de luz é quando
nos
pomos em ação
e, surge a nossa frente
a desanimadora tribulação,
mesmo
assim,
continuamos firmes
na nossa ocupação,
Agradecendo a Deus
por
mais um dia
de trabalho e evolução.
* * *
Com esta mensagem eletrônica
seguem muitas vibrações de
paz e amor
para você---------
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