quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Efêmero

Efêmero






Se pudéssemos ter consciência

do quanto nossa vida é efêmera,

talvez pensássemos duas vezes

antes de jogar fora

as oportunidades que temos

de ser e de fazer

os outros felizes.



Muitas flores

são colhidas cedo demais.

Algumas, mesmo ainda em botão.

Há sementes que nunca brotam

e há aquelas flores que vivem

a vida inteira até que,

pétala por pétala,

tranqüilas, vividas,

se entregam ao vento.



Mas a gente não sabe adivinhar.

A gente não sabe por quanto tempo

estará enfeitando esse Éden

e tampouco aquelas flores

que foram plantadas ao nosso redor.

E descuidamos.

Cuidamos pouco.

De nós, dos outros.



Nos entristecemos

por coisas pequenas

e perdemos minutos

e horas preciosos.

Perdemos dias,

às vezes anos.

Nos calamos

quando deveríamos falar;

falamos demais

quando deveríamos

ficar em silêncio.



Não damos o abraço

que tanto nossa alma pede

porque algo em nós

impede essa aproximação.



Não damos um beijo carinhoso

"porque não estamos

acostumados com isso"

e não dizemos que gostamos

porque achamos que o outro

sabe automaticamente o que sentimos.



E passa a noite e chega o dia,

o sol nasce e adormece

e continuamos os mesmos,

fechados em nós.



Reclamamos do que não temos,

ou achamos que não temos suficiente.

Cobramos.

Dos outros.

Da vida.

De nós mesmos.

Nos consumimos.



Costumamos comparar nossas vidas

com as daqueles que possuem

mais que a gente.

E se experimentássemos

comparar com aqueles

que possuem menos?

Isso faria uma grande diferença!



E o tempo passa...

Passamos pela vida,

não vivemos.

Sobrevivemos,

porque não sabemos

fazer outra coisa.



Até que,

inesperadamente,

acordamos e

olhamos pra trás.

E então nos perguntamos:

e agora?



Agora,

hoje,

ainda é tempo

de reconstruir alguma coisa,

de dar o abraço amigo,

de dizer uma palavra carinhosa,

de agradecer pelo que temos.



Nunca se é velho demais

ou jovem demais para amar,

dizer uma palavra gentil

ou fazer um gesto carinhoso.



Não olhe para trás.

O que passou, passou.

O que perdemos, perdemos.

Olhe para frente!

Ainda é tempo

de apreciar as flores

que estão inteiras ao nosso redor.

Ainda é tempo de voltar-se para Deus

e agradecer pela vida,

que mesmo efêmera,

ainda está em nós.



Pense!...



Se você está lendo esta mensagem é porque ainda tem tempo!!!

Não o perca mais!...

Que Deus te abençoe!



Letícia Thompson