HUMILDADE
"Comentastes aqui, com muita propriedade, que o fundamento da lição foi a humildade.
Os comentários a respeito foram amparados no contexto evangélico.
Todo aquele que se julga humilde, na verdade, ainda está longe de sê-lo, assim como quem realmente o é sempre se julgará longe de possuir tal virtude.
Ninguém terá humildade por vontade de outrem.
Com Jesus aprendestes que a humildade nem sempre surge da pobreza ou da enfermidade, ela é, antes de mais nada , uma atitude da alma que olvida os próprios méritos para que os outros aprendam o caminho da redenção.
Ela é conquista lenta, contínua, por vezes inconsciente e a aquisição desta virtude processa-se gradualmente.
Cultivá-la é seguir para a frente sem distrair-se no caminho; é contribuir com o melhor de si mesmo sem perder de vista o progresso dos destinos do mundo; é esquecer todo o mal e com alegria começar as tarefas de cada dia.
Nestas condições, humildade não é omissão. É atividade constante sem afastamento dos encargos para os quais sois convocados pela sabedoria Divina, cumprindo vossos deveres sem criar problemas, colaborando para o bem de todos e dando o melhor de que fordes capazes.
Como todo o processo de aprendizagem, a humildade se desenvolve à medida que a exercitamos.
A cada ato de humildade praticado acrescentamos pré-requisitos para a ampliação do patrimônio desta virtude.
Não é fácil praticá-la, talvez por isto o Cristo a tenha colocado entre os valores indispensáveis para a aquisição dos demais.
A humildade é, indiscutivelmente, prêmio de auto-superação.
Ser humilde é sinônimo de ser feliz.
O amor e a humildade farão parte integrante do patrimônio futuro da humanidade terrestre.
(De “Pregando a Espiritualidade”, de Francisco Spinelli)

