Meu primeiro pedido de namoro veio por bilhete.
Em código!
Fiquei sem saber a quem responder.
Chegou o segundo, também anônimo.
Também em código.
...
Mas, na pressa, meu pretendente secreto o escreveu
em papel timbrado da empresa do pai.
Talvez quisesse mesmo ser descoberto.
Foi um grande amor.
Durou seis dias, três horas e alguns minutos.
As boas lembranças e o bilhete duraram muito mais.
Acompanham-me até hoje.
Muitos anos, quilos, sonhos e experiências depois...
(RS)
*Traduzindo o complicadíssimo código:
“Se você quiser namorar comigo eu aceito!”

