Dando sequência ao rápido estágio que efetuava no Instituto, o Dr. Adroaldo consentiu que eu conversasse com dois irmãos que se haviam candidatado ao retorno [reencarnação]. Espíritos comuns, porém conscientes quanto às realidades da Vida Imperecível, Gilmar e Magali se dispuseram a conversar comigo.
Optando por ouvir Magali em primeiro lugar, fui encontrá-la em seu apartamento, lendo um livro.
– Como vai, minhã irmã? – saudei-a, procurando imprimir certa entonação de otimismo na voz. – Eu sou Domingas!
– Estava mesmo a esperá-la – redarguiu, simpática. – O Dr. Adroaldo me preveniu de sua visita, pedindo a minha colaboração nas perguntas que me fará.
– Inicialmente, gostaria de saber de seu estado psicológico... Sente-se preparada para nova experiência na Terra?
– Tenho me esforçado ao máximo. Estou há quase dez meses frequentando aulas no Instituto. Digo-lhe que me sinto mais bem preparada do que sempre estive. Mas, por outro lado...
– Quê? – perguntei, ante sua hesitação.
– A responsabilidade desta vez será maior. Como não poderia deixar de ser, tornei-me espírita naturalmente. Não foi preciso que alguém me forçasse a algo. Compreendi e aceitei. Durante várias existências, fui católica... Constatei que Céu e Inferno são estados íntimos e não propriamente regiões exteriores. Somente agora estou percebendo quanto tempo perdi...
– A rigor, você sabe, não existe tempo perdido – argumentei –; toda experiência é válida para o espírito... Quando tomamos consciência da realidade, o que ocorre é que avançamos mais rápido.
– Não posso esconder da senhora certa amargura... Os meus familiares ainda dormem! Sinto que preciso auxiliá-los, a fim de que, efetivamente, comecem a caminhar...
– Não se amargure tanto – procurei confortá-la –; neste sentido, estou na mesma situação que você... Fui espírita e médium, pouco conseguindo fazer junto aos meus parentes consanguíneos! Mas, pelo menos, eles já ouviram falar no Espiritismo... Não mais ignoram totalmente. Quando nos tornamos adeptos da Doutrina, até o nosso vocabulário muda...
– Tem razão – concordou. – Nestes dez meses de permanência voluntária no Instituto, tenho notado em mim esta mudança... Palavras como, por exemplo, reencarnação, mediunidade e outras têm sido utilizadas com frequência em meus diálogos, o que, aos poucos, vai promovendo uma transformação nas ideias e concepções.
– Jesus! – exclamei, observando. – Você reparou, Magali, como o Espiritismo ensina a gente, inclusive, a pronunciar de maneira diferente o nome de Jesus?
– É verdade! Antes, para mim, Ele era o Filho de Deus, que veio ao mundo nos ensinar o caminho da salvação – o Santo dos Santos! Hoje, eu O tenho na condição de Senhor e Mestre! O conhecimento espírita o traz para mais perto de nós, não é?
– Com maior propriedade, nos leva para mais perto Dele!
– Sim, eu me expressei mal – desculpou-se sem necessidade.
Livro: A Lei da Reencarnação
Carlos A. Baccelli, pelo Espírito Domingas
LEEPP – Livraria Espírita Edições Pedro e Paulo
Para mudar o mundo é preciso mudar a si mesmo.
Optando por ouvir Magali em primeiro lugar, fui encontrá-la em seu apartamento, lendo um livro.
– Como vai, minhã irmã? – saudei-a, procurando imprimir certa entonação de otimismo na voz. – Eu sou Domingas!
– Estava mesmo a esperá-la – redarguiu, simpática. – O Dr. Adroaldo me preveniu de sua visita, pedindo a minha colaboração nas perguntas que me fará.
– Inicialmente, gostaria de saber de seu estado psicológico... Sente-se preparada para nova experiência na Terra?
– Tenho me esforçado ao máximo. Estou há quase dez meses frequentando aulas no Instituto. Digo-lhe que me sinto mais bem preparada do que sempre estive. Mas, por outro lado...
– Quê? – perguntei, ante sua hesitação.
– A responsabilidade desta vez será maior. Como não poderia deixar de ser, tornei-me espírita naturalmente. Não foi preciso que alguém me forçasse a algo. Compreendi e aceitei. Durante várias existências, fui católica... Constatei que Céu e Inferno são estados íntimos e não propriamente regiões exteriores. Somente agora estou percebendo quanto tempo perdi...
– A rigor, você sabe, não existe tempo perdido – argumentei –; toda experiência é válida para o espírito... Quando tomamos consciência da realidade, o que ocorre é que avançamos mais rápido.
– Não posso esconder da senhora certa amargura... Os meus familiares ainda dormem! Sinto que preciso auxiliá-los, a fim de que, efetivamente, comecem a caminhar...
– Não se amargure tanto – procurei confortá-la –; neste sentido, estou na mesma situação que você... Fui espírita e médium, pouco conseguindo fazer junto aos meus parentes consanguíneos! Mas, pelo menos, eles já ouviram falar no Espiritismo... Não mais ignoram totalmente. Quando nos tornamos adeptos da Doutrina, até o nosso vocabulário muda...
– Tem razão – concordou. – Nestes dez meses de permanência voluntária no Instituto, tenho notado em mim esta mudança... Palavras como, por exemplo, reencarnação, mediunidade e outras têm sido utilizadas com frequência em meus diálogos, o que, aos poucos, vai promovendo uma transformação nas ideias e concepções.
– Jesus! – exclamei, observando. – Você reparou, Magali, como o Espiritismo ensina a gente, inclusive, a pronunciar de maneira diferente o nome de Jesus?
– É verdade! Antes, para mim, Ele era o Filho de Deus, que veio ao mundo nos ensinar o caminho da salvação – o Santo dos Santos! Hoje, eu O tenho na condição de Senhor e Mestre! O conhecimento espírita o traz para mais perto de nós, não é?
– Com maior propriedade, nos leva para mais perto Dele!
– Sim, eu me expressei mal – desculpou-se sem necessidade.
Livro: A Lei da Reencarnação
Carlos A. Baccelli, pelo Espírito Domingas
LEEPP – Livraria Espírita Edições Pedro e Paulo
Para mudar o mundo é preciso mudar a si mesmo.

