segunda-feira, 21 de novembro de 2011

VIRTUDE SOLITÁRIA

VIRTUDE SOLITÁRIA







Redação do Momento Espírita

http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3220&stat=0



Há quem deseje tranquilidade ideal na Terra.



Casa branca no aclive da serra, com o vale rente.



Fontes claras, correndo perto e jardim florido.



Clima doce e perfume da natureza.



Nenhum aborrecimento.



Nenhum cuidado.



Falta alguma.



Problema algum.



Solidão saborosa em que o morador consiga estirar-se, inerte, em poltronas e redes.



Essa imagem idílica da vida aparece de modo menos ostensivo na imaginação de muitos.



Trata-se da ideia de que os problemas são alheios à criatura.



São os semelhantes que complicam a existência, que de outro modo transcorreria pacífica.



Deixada sozinha, ela floresceria.



Com essa crença, sente-se justificada para reclamar dos outros.



Em alta voz ou no íntimo de seus pensamentos, brada contra os que a rodeiam.



Indigna-se contra o chefe exigente e o colega de trabalho preguiçoso ou difícil.



Sente enfado em relação aos familiares e aos vizinhos.



Deseja que o mundo pare para que possa descer.



No entanto, é no trato da luta que as forças se robustecem e as qualidades se aperfeiçoam.



O mal é o trânsito inferior nos quadros da experiência mais nobre.



Ele se revela por erros onde era possível acertar.



Traduz-se em sombra e dor, nos caminhos próprio ou alheio.



E é no serviço do amparo mútuo e da tolerância recíproca que o mal transitório pode ser transformado em bem duradouro.



Ao agir de modo proveitoso no mundo, o homem transforma as suas sombras de ontem na luz de hoje.



Livres, todos os homens estão interligados perante a lei, para fazer o melhor.



Escravizados aos compromissos expiatórios, oriundos do erro, eles se acorrentam uns aos outros.



A reencarnação os aproxima para que anulem o que fizeram de equivocado nas existências passadas.



Ninguém progride sem alguém.



É por meio do homem que o progresso surge na face do planeta e nunca constitui realização de um só.



Sempre são muitos os que cooperam para que algo de bom felicite a coletividade.



Assim, é preciso abençoar as provações que felicitam a convivência e os caminhos humanos.



Trabalho é ascensão.



Dor é burilamento.



Toda adversidade avisa, todo sofrimento instrui.



Todo pranto lava, toda dificuldade esclarece e toda crise seleciona.



Virtude solitária é pão na vitrine.



Por bela que pareça, caracteriza-se pela inutilidade.



Não sacia e nem fortifica.



Competência no palanque é usura da alma.



Todos são alunos na escola da vida.



E ninguém consegue aprender sem dar a lição.



Pense nisso.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. 4, do livro Justiça Divina, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.



Em 04.11.2011.