domingo, 5 de agosto de 2012

A gente arruma o cabelo todos os dias; por que não arruma também o coração?
(Clarice Lispector)
Bom Dia!

Você já deve ter percebido a notável capacidade que o ser humano tem para reconstruir, prédios, pontes,
cidades quando necessário, quando acontece alguma catástrofe.

Ele simplesmente consegue transformar o caos em obras gigantescas e admiráveis.

Quer ver alguns exemplos?

Durante a segunda grande guerra, muitas cidades foram completamente destruídas, na Europa, no Japão então,
houve uma tragédia maior ainda, com a bomba atômica.
Também, quando acontecem grandes tragédias naturais como terremotos, Tsunamis, tufões e furacões,
enchentes e desmoronamentos.

Parece incrível, mas em pouco tempo as pessoas absorvem a dor pela perda das vidas e dos
bens materiais e logo acontece um fenômeno da reconstrução.

Prédios são reerguidos, com mais graça que os anteriores.

O que eu quero mostrar e fazer você entender, é que quando se trata da reconstrução material
pura e simplesmente acontecem milagres.
Pessoas que em algumas situações nem se conheciam, acabam se unindo em solidariedade,
em torno de uma causa e fazem a reconstrução.

Mas o objetivo da minha “conversa” é outro.
É tratar da reconstrução emocional, da reconstrução afetiva, psicológica, existencial do próprio ser humano.

Então, quando se tratar da reconstrução de um ser humano, o pode ser feito?

Que recursos nós possuímos, o que nós temos feito para ajudar?

Sim, por que existem pessoas e nós, eu e você mesmos passamos por momentos, situações
que necessitamos de nos reconstruirmos.
Em diversos aspectos.

Pode ser um relacionamento que desmoronou, um trabalho perdido, um familiar ou ente querido que nos deixou.

Enfim, são inúmeros momentos em que é preciso limpar o terreno dos escombros,
buscar uma nova planta e começar a construção.

Nestas horas é que você pode e deve contar, ou melhor, necessita dos amigos, daquelas pessoas
que abrem mão de alguns afazeres para estender a mão em sua direção, empresta seu ombro, ouvidos,
atenção e assim contribuem para sua reconstrução.

Óbvio que nessa obra não ficará um monumento à união, à capacidade empreendedora,
em forma de prédios para serem admirados.

Nestas situações, ficam simplesmente gestos de gratidão de uma alma renovada, habitando um novo ser humano.

A pergunta que fica no final desta reflexão, é:
Até que ponto, nós nos dispomos a ajudar na reconstrução de outro ser humano?

Ou, até que ponto, temos coragem de assumir que nós mesmos precisamos em muitas situações,
passar por uma “reconstrução”?

Pense Nisso...

Tenha um Bom Dia HOJE!

Sigmar Sabin
Professor e Aprendiz da vida