- Te quero.
E não sei dizer a bem da verdade, porque te quero, e porque esse querer intempestivo? Que me queiras, como te quero, há que desejo insano que quero que me deseje. Como te desejo, e que me roube um beijo, seco molhado, de qualquer modo, mas que seja um simples beijo. Sem que eu espere, me dê qualquer coisa. Talvez um simples abraço, um aconchego, sem medo.
Me dê uma rosa num dia qualquer, quer faça chuvas, ou sol, frio ou calor, não importa que apenas seja uma rosa, roubada, comprada, despetalada, descolorida, mas que seja uma rosa. Não importa. Me faça um elogio de cabelos desarrumados. Me faça os dengos que todo o homem gosta.
Me olhe frente, como se eu fosse o seu espelho. E me faça rir da minha vaidade, não condenando a minha infantilidade, mesmo que ridícula. Me abrace quando eu acordar com o nascer do sol. Quando o seu brilho iluminar a terra perene, e os pássaros cantando, saudarem a alvorada. Que o meu pedido de socorro não se demore, e nem zombe de mim se imploro. Pedindo a ele que se demore. Pra no céu clarear me ame. Quando a lua voltar. E dormindo me chame. Para no seu sonho entrar. E quero porque te amo.
Te amo porque te quero. E esse querer quase insano. Que me ame como te amo.

