quinta-feira, 17 de novembro de 2011

POEMA




POEMA







Oh! Aquele menino que dizia



“Fessora, eu posso ir lá fora?”



mas apenas ficava um momento



bebendo o vento azul...



Agora não preciso pedir licença a ninguém.



Mesmo porque não existe paisagem, lá fora:



somente cimento.



O vento não mais me fareja a face como um cão amigo...



Mas o azul irreversível persiste em meus olhos.







Mário Quintana



Do livro: “A VACA E O HIPOGRIFO”.